@-,-´--

Na era da supermedicação e da negação do sofrimento, a gente deveria sempre se lembrar que A erva cura,O aroma cura, A massagem cura, O humor cura, O amor cura, A fres cura, A brancura, E, principalmente, a lou cura!

domingo, 16 de maio de 2010

THE ROAD NOT TAKEN


Robert Frost

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I could
To where it bent in the undergrowth
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I -
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

sábado, 8 de maio de 2010

"Todas as pesssoas querem ensinar-nos coisas sobre o amor, mas de nada adianta. O amor é sempre uma questão pessoal com inflexões extraordinárias; uma palavra lassa e uma palavra polvo."


Em: http://last-tapes.blogspot.com/2004_10_31_archive.html

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pra você guardei o amor...
Nando Reis e Ana Cañas
Pra você guardei o amor



Que nunca soube dar


O amor que tive e vi sem me deixar


Sentir sem conseguir provar


Sem entregar


E repartir



Pra você guardei o amor


Que sempre quis mostrar


O amor que vive em mim vem visitar


Sorrir, vem colorir solar


Vem esquentar


E permitir



Quem acolher o que ele tem e traz


Quem entender o que ele diz


No giz do gesto o jeito pronto


Do piscar dos cílios


Que o convite do silêncio


Exibe em cada olhar



Guardei


Sem ter porque


Nem por razão


Ou coisa outra qualquer


Além de não saber como fazer


Pra ter um jeito meu de me mostrar



Achei


Vendo em você


E explicação


Nenhuma isso requer


Se o coração bater forte e arder


No fogo o gelo vai queimar



Pra você guardei o amor


Que aprendi vendo meus pais


O amor que tive e recebi


E hoje posso dar livre e feliz


Céu cheiro e ar na cor que arco-íris


Risca ao levitar



Vou nascer de novo

Lápis, edifício, tevere, ponte

Desenhar no seu quadril

Meus lábios beijam signos feito sinos

Trilho a infância, terço o berço

Do seu lar

 

quarta-feira, 17 de março de 2010


Escolhi a sombra desta árvore para


repousar do muito que farei,

enquanto esperarei por ti.

Quem espera na pura espera

vive um tempo de espera vã.

Por isto, enquanto te espero

trabalharei os campos e

conversarei com os homens

Suarei meu corpo, que o sol queimará;

minhas mãos ficarão calejadas;

meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;

meus ouvidos ouvirão mais,

meus olhos verão o que antes não viam,

enquanto esperarei por ti.

Não te esperarei na pura espera

porque o meu tempo de espera é um

tempo de quefazer.

Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,:

em voz baixa e precavidos:

É perigoso agir

É perigoso falar

É perigoso andar

É perigoso, esperar, na forma em que esperas,

porquê êsses recusam a alegria de tua chegada.

Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,

com palavras fáceis, que já chegaste,

porque êsses, ao anunciar-te ingênuamente ,

antes te denunciam.

Estarei preparando a tua chegada

como o jardineiro prepara o jardim

para a rosa que se abrirá na primavera.



Paulo Freire

domingo, 7 de março de 2010

JANELA -Adélia Prado





Janela, palavra linda.

Janela é o bater das asas da borboleta amarela.

Abre pra fora as duas folhas de madeira à-toa pintada,

janela jeca, de azul.

Eu pulo você pra dentro e pra fora, monto a cavalo em você,

meu pé esbarra no chão.

Janela sobre o mundo aberta, por onde vi

o casamento da Anita esperando neném, a mãe

do Pedro Cisterna urinando na chuva, por onde vi

meu bem chegar de bicicleta e dizer a meu pai:

minhas intenções com sua filha são as melhores possíveis.

Ô janela com tramela, brincadeira de ladrão,

clarabóia na minha alma,

olho no meu coração.
Ato Médico: conscientização para médicos e não médicos.


"Sobre as vaidades e frustrações



Ângelo Roncalli M. Rocha - fisioterapeuta






Ao ler a reportagem, postada no site www.atomedico.org.br, sob o título "Os médicos e o Dr. Campos da Paz", de autoria do médico José Hiran da Silva Gallo, na qual autor não poupa críticas ao colega, o Dr. Aloysio Campos da Paz Júnior, cirurgião chefe da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, simplesmente pelo fato deste haver contestado o PLS 025/2002, percebi que vaidades pessoais ou profissionais transcendem o limite da racionalidade.


Como um verdadeiro "trator", esse sentimento destruidor atropela qualquer relação saudável, ética, além de submeter o nosso foco principal, o paciente, a uma condição de mero espectador, sem nada poder fazer ante o combate que, embora não tenha sido por ele elaborado, lhe trará sérias conseqüências futuras. Essa é uma guerra sem vencidos nem vencedores, na qual todos perdem: perde a saúde, perde a dignidade profissional, perde o respeito mútuo, perde a tão propalada "interdisciplinaridade". Quem convive na área de saúde sabe que o projeto de Lei do Ato Médico caiu como um bomba atômica, que derrubou por vez uma frágil relação do médico com outros profissionais. O que já era difícil, ficou quase impossível. Paira no ar uma hostilidade que revela-se de forma sorrateira e às vezes até explícita..."






In http://www.naoaoatomedico.org.br/paginterna/para_refletir04.cfm



Psiquiatra não tem formação para exercer o trabalho de um psicologo, e a recíproca é verdadeira! O saber psicologico é produzido pela psicologia, não pela psiquiatria(que constrói seu proprio saber). Não há identidade, nem tampouco deveria haver "concorrência"...



No entanto, há algo mais que também deve ser prioridade na tal "luta contra a lei do ato medico": a responsabilidade DE TODOS OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE em construir um espaço dialógico para a promoção da integralidade na assitência.





Seria muito bom que as ações de enfrentamento do PL 7703/2006 não se resumam a uma disputa vazia que se encerra na "derrota" de um grupo.



Todos perdem pela implementação do PL, em detrimento da integralidade na assitencia; Todos perdem pela não existencia de uma lei que defina a prática especificamente medica.



Lembremos de que nosso compromisso é com o cuidado dos sujeitos! Façamos jus a este compromisso. Construamos espaços de diálogo para a promoção da integralidade que defendemos!



Atenciosamente,



--

@-,-`-- Sicília M. M. de Araújo

sexta-feira, 5 de março de 2010

Não é so o amor...


Goste de alguém que te ame,


Alguém que te espere,

Alguém que te compreenda mesmo

nos momentos de loucura;

De alguém que te ajude,

Que te guie,

Que seja seu apoio,

Tua esperança, teu tudo.





Goste de alguém que te ame.

Não goste apenas do amor.







[Luis Fernando Veríssimo]